12 de mar. de 2011

[ciência] As forças da natureza e os últimos desastres naturais no Japão

Terremoto de magnitude de 8,9 na escala Richter e tsunami atingem o Japão

     Mais uma vez nos vemos diante de manifestações das forças da natureza e do cenário de destruição que elas provocam. Todo ano esse tema é  trabalhado por professores de Ciências e Geografia nas turmas de 6º ano (5ª série) ao explorar as Ciências da Terra e seus fenômenos naturais. Citamos terremotos recentes, tsunamis e vulcões ativos, mas novas notícias de abalos sísmicos voltam a acontecer e causar prejuízos materiais e humanos.
     Em dezembro de 2004, um tsunami causado por um tremor de magnitude superior a 9 na costa de Sumatra matou mais de 226 mil pessoas. Em fevereiro de 2010, um tremor e uma tsunami consecutivos afetaram o Chile e deixaram 555 mortos e desaparecidos. Em outubro do ano passado (2010), um terremoto de magnitude 7,7 na escala Richter, seguido de um tsunami e pela erupção do vulcão Merapi  deixou um saldo de mais de 400 mortos na Indonésia.

Veja a lista com os dez maiores terremotos da história desde 1900.  

     Dessa vez, foi o Japão. Na madrugada de quinta para sexta-feira, o país foi atingido por um terremoto de 8,9 graus na escala Richter, um dos mais intensos tremores já registrados no mundo desde 1900. Horas depois, durante a sexta-feira, três novos tremores de 6,2, 6,1 e 6,6 também abalaram o país, que também sofre com tsunamis – ondas gigantes que invadem a terra firme como resultado dos abalos em alto mar.



Vídeo amador em HD mostra imagens impressionantes da invasão da Tsunami nas ruas da cidade  
  
     O epicentro da primeira atividade foi a costa próxima à província de Miyagi, a 373 quilômetros da capital Tóquio. Até agora, foram registrados mais de 8 mil mortos. E pior, após o terremoto, o Japão teme danos causados por reatores nucleares. A radioatividade registrada, no reator da central de Fukushima 1, atingiu nível mil vezes superior ao normal, após problemas de refrigeração provocados pelo terremoto.

Japão começa a avaliar dimensão da destruição causada pelo terremoto

     Mais uma vez, professores e especialistas comentam e tiram dúvidas sobre os tremores da terra e tsunamis. Para entender esse fenômenos é preciso conhecer um pouco mais sobre a constituição das camadas que formam o nosso planeta, a crosta terrestre, o manto e o núcleo.
     A crosta terrestre é formada por placas tectônicas. É como se fosse uma casca de ovo toda quebrada em várias partes, que se movimentam o tempo todo - ou se aproximando ou se afastando umas das outras. O atrito na crosta terrestre causa acúmulo de energia.
     “O terremoto é a liberação instantânea de uma energia acumulada durante dezenas, milhares de anos. As placas se movimentam continuamente, acumulam energia, a resistência daquele lugar, naquele ponto, é menor do que a energia acumulada e ela se rompe”, fala a professora de geofísica/Unesp, Tereza Yamabe. Esse rompimento de energia provoca um deslocamento mais brusco das placas e aí o terremoto. Se isso acontecer dentro do mar, formam-se ondas gigantes - os tsunamis.

Veja como ocorre um terremoto: 

Como ocorre um tsunami:  

     A ciência conhece as causas e as consequências dos terremotos. Mas ainda não pode prever quando e onde acontecerão. Os estudos avançam. Se concluídos, mudariam a história de países como o Japão. Mas o que faz uma tragédia ser centenas de vezes maior do que outra não é só a intensidade do tremor. É, principalmente, o preparo da população que vive na região que sofreu os abalos.